Do Riacho das Pedras Brancas à cidade de Itaitinga: Uma história às margens da BR 116
Itaitinga é um município brasileiro situado no estado do Ceará, na Região Metropolitana de Fortaleza. A cidade está localizada ao longo da BR 116, uma importante rodovia que corta o nordeste do Brasil. Itaitinga é contígua à capital cearense e tem se desenvolvido como parte integrante da região metropolitana.
O nome "Itaitinga" tem origem na língua Tupi Guarani, sendo uma aglutinação de prefixos. "Itá" significa "pedra", "y" significa "rio" e "tinga" significa "branco". Portanto, a toponímia de Itaitinga se traduz como "Riacho das Pedras Brancas", fazendo referência à característica geográfica do local.
Com uma área de aproximadamente 151,633 km², Itaitinga possui uma altitude média de 67 metros. Segundo dados populacionais, a cidade conta com cerca de 38.933 habitantes, o que a coloca como a 50ª cidade mais populosa do estado do Ceará e a 941ª mais populosa do Brasil.
Itaitinga tem acompanhado o crescimento da Região Metropolitana de Fortaleza e se tornou um importante centro urbano nas proximidades da capital. A sua localização estratégica ao longo da BR 116 facilita o acesso e a integração com outras cidades da região, contribuindo para o seu desenvolvimento econômico e social.
A cidade de Itaitinga, localizada no estado do Ceará, tem uma história que remonta aos tempos das tribos indígenas que habitavam a região. As terras às margens do rio Coaçu eram habitadas por etnias indígenas, como os Pitaguary e Jenipapos-canindés.
No início do século XX, um distrito foi criado com o nome de Cajazeiras, por meio de um ato estadual em 7 de julho de 1917, e estava subordinado ao município de União. Em uma divisão administrativa de 1933, o distrito de Cajazeiras permaneceu no município de Pacatuba.
A história da região ao redor de Gereraú, um distrito às margens da antiga estrada Messejana-Pacatuba ou Estrada Itaitinga-Carapió, foi modificada com a construção da BR 116 nos anos 30 do século XX. Essa mudança teve um impacto significativo nas terras circundantes.
Em 20 de dezembro de 1938, por meio do decreto estadual nº 448, o distrito de Cajazeiras passou a se chamar Pedreiras. Nas divisões territoriais de 1936, 1937 e no quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito Pedreiras (ex-Cajazeiras) fazia parte do município de Pacatuba.
No dia 30 de dezembro de 1943, por meio do Decreto-lei Estadual nº 1114, o distrito de Pedreiras teve seu nome alterado para Itapó. Durante esse período, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), atualmente chamado de Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), construiu uma residência para os engenheiros da obra e uma pedreira para a extração de brita, utilizada na construção da estrada.
Nos anos 60 e 70 do século XX, a antiga Estrada Itaitinga-Carapió, atualmente conhecida como Rodovia Edson Queiroz (CE-350), teve uma parte significativa de seu percurso inundada pelas águas dos açudes que abastecem Fortaleza, como o Açude Gavião e o Açude Pacoti/Riachão.
Em 1º de julho de 1960, o distrito de Itapó ainda fazia parte do município de Pacatuba, conforme divisão territorial. Essa situação perdurou até 17 de janeiro de 1991. A partir das tribos indígenas, da residência do DNER, do extrativismo e da construção dos Açudes Gavião e Pacoti/Riachão, surgiu Itaitinga.
A cidade de Itaitinga foi elevada à categoria de cidade pela Lei Estadual nº 11927, de 27 de março de 1992, assinada pelo governador Ciro Gomes, com seu território desmembrado de Pacatuba. Essa divisão territorial foi mantida até pelo menos o ano de 2005. Desde então, a cidade vem se desenvolvendo e crescendo, tendo sua própria identidade e comunidade.
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